Perda lastimável.

7 Novembro, 2008

Não, ninguém morreu.

O título do post se refere apenas a um mal que assola a humanidade há tempos.

Todo mundo odeia quem fala “pra mim fazer.” As pessoas que conjugam com pronome oblíquo são alvo de intenso preconceito na sociedade atual. Quem diz “pra mim fazer” é proibido de freqüentar os mesmos ambientes das outras pessoas, e até os transportes públicos apresentam áreas separadas. É um apartheid gramático. Triste, isso.

Também são segregadas as pessoas que dizem “menas”. Como em “Ah, ela errou menas vezes”. Triste, mas quem diz “menas” não tem os mesmos direitos que os demais cidadãos.

Aliás, quem fala “cidadões” também tem uma vida difícil. As pessoas costumam se afastar de quem fala “cidadões” desde criancinhas. Ninguém quer ter um amiguinho que fala “cidadões”.

Acho que a sociedade precisa urgentemente mudar os valores éticos e morais. Não é tolerável todo esse preconceito e maus-tratos. A não ser, é claro…

… Com as pessoas que dizem “Perca de tempo”. Elas pertencem a um gênero sub-humano. Não merecem a menor consideração ou direito. Não são cidadãos. “Perca de tempo” é o último crime à língua portuguesa, é pior que não saber usar a crase.

“Perca de tempo” é tolo e fútil. Igualzinho a este post.