Resenha: Toy Story 3

Uma das mais perfeitas histórias sobre amizade nasceu em 1995, ela se chamava Toy Story. Essa amizade verdadeira entre Andy e seus brinquedos está em sua terceira parte e posso lhes garantir, com toda certeza, que é um dos melhores filmes/animação que já vi. Gargalhadas, tensão e lágrimas, tudo na medida certa.

Toy Story3 [3D], EUA , 2010 – 113 min. Aventura/Animação. Livre.

Direção: Lee Unkrich

Com [vozes]: Tom Hanks, Tim Allen, Don Rickles, Joan Cusack, Michael Keaton e Wallace Shawn.

Em Toy Story3, Andy está crescido e vai em breve para a faculdade. Ele tem que decidir o que fazer com os seus brinquedos – sótão, lixo ou se vão com ele para a faculdade. Por meio de um mal entendido eles acabam indo parar em uma creche chamada Sunnyside. Os brinquedos de Andy enfrentarão dificuldades no tal lugar. Woody, como um bom companheiro que sempre foi, faz de tudo para manter todos juntos.

Em meio à contaminação da falta de criatividade no cinema Hollywodiano, a Pixar sobresai em meio a tantos blockbusters saltando aos olhos da crítica e do público. Quebrei a cara ao não acreditar que Toy Story 3 não seria um grande filme – o motivo é simples,  gosto de me surpreender todos os anos com uma novidade, novos personagens, novas histórias, um mundo novo, totalmente desconhecido.

A abertura do filme já nos traz uma uma bela aventura protagonizada pelos nossos brinquedos favoritos, onde os heróis Woody e Buzz salvam o dia. A passagem de tempo em relação ao último filme é respeitada, o flash-back das brincadeiras de Andy acompanhada pela canção “Amigo Estou Aqui” já me arrancou lágrimas de cara. Quem teve a oportunidade de acompanhar Toy Story desde o primeiro filme fatalmente vai se emocionar. As lágrimas podem até ser disfarçadas pelos imensos óculos 3D.

Toy Story 3 é brilhantemente dirigido por Lee Unkrich (co-diretor de “Procurando Nemo” e “Monstros S.A”), em substituição a John Lasseter. A premissa simples do diretor Lee Unkrich nos leva a uma jornada cheia de aventura que diverte e faz chorar crianças e adultos. Cada fotograma representa um espetáculo visual. O design moderadamente simples dos personagens principais devido a “precariedade” de recursos da época do primeiro filme é compensado neste pelas cores, expressões faciais, ângulos de “filmagens” e quantidade de personagens novos que são apresentados. Repleto de referências, como o carro do Pizza Planet, e com sacadas geniais, como o olho perdido da Sra. Batata.

A trilha sonora composta novamente por Randy Newman é perfeita, com diversas referências aos longas anteriores. Newman pondera cada momento do filme com uma trilha perfeitamente encaixada, ora com o instrumental de “Amigo Estou Aqui” indo até  Gipsy King.

O filme nos faz pensar nas pessoas que gostamos, que não queremos jamais nos separar. Um dia acabamos nos distanciando, querendo ou não, de pessoas que gostamos. Woody e os outros querem sempre estar com Andy, mas assim como em Toy Story, a vida é assim, mesmo gostando acabamos tendo novas prioridades. Andy é obrigado a ficar longe da própria mãe por conta de sua nova caminhada, a faculdade.

Todos os brinquedos são abandonados, pois seus donos crescem, mas onde eles poderiam ir para sempre serem úteis? Vejamos… num lugar onde tivessem crianças. Ora, na creche, lá sempre haveriam crianças, e quando fossem crescendo seriam substituídas por outras. Os brinquedos sempre estariam em meio as brincadeiras e seriam eternamente felizes. Em Sunnyside não é bem assim.

Cada personagem tem uma motivação, uma personalidade própria e são muito bem construidos. O casal Ken e Barbie garantem boas risadas. Os vilões do filme são dignos de um “classudo” 007, com frases de impacto e imponência.

Atentem para a garotinha chamada Bonnie, ela é simplesmente apaixonante, lembrou-me a pequena Boo do Monstros Sa. Bonnie nos faz lembrar de quem era Andy quando mais novo. Ela nos remete a inocência de brincar e imaginar.

Apesar de gostar muito de Tom Hanks e Tim Allen, recomendo assistí-lo dublado. As vozes da versão brasileira ficam por conta de Guilherme Briggs e Marco Ribeiro, que fazem um trabalho pra lá de competente. Particularmente dou preferência a assistir às animações em Português.

O 3D de Toy Story é bonito, serve para você imergir melhor na fita. Não temos nada de tão surpreendente na projeção em terceira dimensão como coisas saltando da tela, mas o 3D vale pelo curta – Dia e Noite – que explora bastante a profundidade. Este curta, para mim, pagou o ingresso, pagaria de novo só para deixarem eu ficar mais um pouco para ver Dia e Noite novamente.

A Pixar já nos dá certeza de anualmente nos trazer um projeto de extrema qualidade. Os estúdios da Disney Animation não conseguiam se equiparar na qualidade e força dos filmes da Pixar. Agora temos John Lasseter (manda-chuvas da Pixar Animation) de volta à Disney fazendo com que essa magia seja maximizada, ao exemplo claro desta grande obra.

O Cena do Crime diz que este filme vale cada centavo do bilhete mais um combo na lanchonete do cinema.

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7 Responses to Resenha: Toy Story 3

  1. Lorena disse:

    Esse filme é muito, muito bom. Assistiria novamente com toda certeza. Você ri mt e se emociona. É encantador.

  2. Carol disse:

    O filme é realmente apaixonante!!!
    A Bonnie com certeza foi um modo de manter vivo o espírito infantil do Andy dos outros filmes… foi uma sacada muito boa!
    Realmente, o filme teve de tudo, passava da comédia ao drama de forma espetacular!!!
    Quando comecei a ouvir muitos comentários positivos sobre o filme, fiquei com medo de me decepcionar, fora o lance de ser mais uma continuação, mas felizmente o resultado foi muito bom!!!
    Ah… Dia e Noite foi muito bom também!!!

  3. Marcelo disse:

    Cara, Toy Story 3 é uma obra-prima e seguramente já entrou para os Dez Mais da minha vida. O filme mexeu tanto comigo, que até fiz uma resenha lá no meu bloguinho. É o efeito Toy Story 3 devastando os corações dos marmanjos!

    =D

  4. Patricia disse:

    Esse filme e mesmo legal : )

  5. Waine Ferreira de Souza disse:

    Não, não foi um cisco que caiu em meu olho, não. Chorei, chorei sim. Na parte da despedida com o cão, da irmã, na cena em que eles quase são incinerados, todos de mãos dadas, já resignados. Mas, chorei ainda mais na cena em que ele brinca pela última vez com seus brinquedos e a Boonie, a nova dona. O filme é uma amostra riquíssima do RITO DE PASSAGEM, adolescência- fase adulta. Ele estava triste ao se despedir dos brinquedos, mas sabia que era inevitável.
    Tenho 42 anos, e o Andy,cabeludo, magricela, dono de um cãozinho e vários brinquedos lembra em muito a minha saída de casa. Saí aos 23 anos de Fortaleza para o DF, para morar sozinho e definitivamente. Entrei num táxi e nunca mais voltei a morar com meus pais. Meu cãozinho, em seis meses morreu.
    No ano passado, quando minha mãe veio me visitar, trouxe um dos brinquedos que sobreviveu ao meu irmão, dez anos mais novo: um Stratus, primeiro carro a controle remoto da Estrela, talvez do Brasil. Corri, comprei pilhas e baterias novas e brinquei com meu garotinho de um ano. Foi mágico.
    Portanto, acredito muito num TOY STORY IV. O Andy, casado como eu, revisitando uma Boonie já adolescente, e mostrando Woodie, Buzz e companhia para o seu filhinho/filhinha, como sutilmente ouvimos numa das falas do Rex antes de irem para o sótão: quem sabe quando o Andy tiver filhos…

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