Resenha: A Hora do Pesadelo

Se você esperava o velho Freddy, assassino sádico e canastrão, esqueça! O vilão apresentado nesse reboot se leva demais a sério, isso é apenas um dos problemas do filme. Freddy com certeza é o slasher que mais me amedrontava, pois ele te ataca quando você está mais vulnerável, durante seu sono…

A Hora do Pesadelo de 1984 foi o filme que colocou o diretor Wes Craven no meio stream. Um dos melhores filmes de terror dos anos 80, que renovou o gênero slasher pela história criativa e um vilão que marcou toda uma época.

No enredo base para a criação do reboot tínhamos um assassino de crianças chamado Freddy Krueger, por falta de provas para prendê-lo, os pais das crianças resolveram fazer justiça com as próprias mãos. Krueger foi queimado vivo e prometia voltar para atormentar os filhos de seus opressores.

Nesse novo filme Freddy está inexpressivo, não se compara a empatia do personagem de Robert Englund.  Não é culpa de Jackie Earle-Haley – que já nos mostrara ser um grande ator em Pecados Íntimos e Watchmen – o culpado é o roteirista e o responsável pela fotografia da película. Por falar em fotografia, de quem foi à idéia de alternar o contraste da imagem ao mudar do “mundo real” para os sonhos? Seria óbvio que destruiria toda a magia do clássico de 1984, quando a realidade se fundia aos sonhos: você não sabia ao certo quando o pesadelo chegava ao seu fim.

A maquiagem desse novo Freddy é no mínimo estranha. Ok, ok uma pessoa queimada fica daquele jeito, pele repuxada, rosto desconfigurado e algumas lacerações, mas o rosto do personagem não tem expressão, morre parte da atuação de Jackie Earle-Haley.

Por que tantos sustos? Perderam a noção de que um terror marcante é feito de cenas fortes? Ao citar cenas fortes, não quero dizer sanguinolência, ou violência exacerbada, mas sim uma cena que te choque como o rosto de Linda Blair em o Exorcista, isso sim amedronta, não seqüências desnecessárias de sustos.

O filme é dirigido por Samuel Bayer e produzido por Michael Bay (produtor dos reboots Terror em Amityville, A Morte Pede Carona, O Massacre da Serra Elétrica e Sexta-Feira 13). Conta com um elenco Teen desconhecido, entre eles Emily Blunt (O Lobisomen), que não faz a menor diferença e é apenas um rostinho conhecido. Bayer, que é diretor de vídeo-clipes, não consegue mostrar maturidade, falhando em bastantes aspectos, indo do visual à construção e motivação dos personagens.

A Hora do Pesadelo chega a ser um insulto aos fãs por querer ser original e excluir os méritos que o clássico possuia. Aos desavisados: assistam, contanto que não conheçam o filme de 84 e gostem de terror teen que lhe causem sustos.

O Cena do Crime quebrou a cara por criar grande expectativa.

3 Responses to Resenha: A Hora do Pesadelo

  1. Sr Figueiredo disse:

    O que fizeram com o Freddy??
    affffff

  2. Isso é maquiagem ou “defeitos” especiais?
    não sou muito fã do Fredie…

  3. adriano disse:

    já vi nao gostei muito nao, acho que o original foi melhor até por ser novidade na época né mais ficou legal..

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