Resenha: Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

Filminho divertido esse, hein!? Mas era bem provável que o resultado fosse esse pipocão, afinal por trás de tudo isso temos Jerry Bruckheimmer, produtor do grande sucesso, Piratas do Caribe, também da Disney. Adaptação de um histórico jogo de plataforma que veio evoluindo junto com os consoles.

Prince Of Persia: The Sands Of Time, EUA , 2010 – 120 min. Aventura. 12 anos

Direção: Mike Newell

Com: Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Steve Toussaint e Alfred Molina.

A aventura nos conta a história de Dastan (Jake Gyllenhaal), um garoto pobre em meio à Persia antiga, que fora escolhido pelo Rei por sua coragem para se tornar um dos seus filhos, sendo tão bem tratado quanto os seus herdeiros. Dastan é acusado de matar o próprio pai e se sente forçado a fugir com Tamina (Gemma Arterton) – princesa de Alamut e detentora dos segredos da adaga e areias mágicas – em busca do tio, que ele julga ser o único a poder inocentá-lo.

Príncipe da Pérsia era para muitos uma esperança no quesito de adaptação de jogo para a tela grande. Os fãs de videogame finalmente queriam ver um bom filme do gênero, depois de tantas tentativas fracassadas como, Street Fighter (os dois), Bloodrayne, Max Payne, Far Cry, Alone in The Dark, Resident Evil, Doom, Double Dragon (opa, esse apesar de tosco eu gosto), Super Mario Bros. Lembro-me de um que realmente conseguiu ser competente, o nome dele é Silent Hill, esse sim conseguiu nos transportar para o clima do jogo.

O primeiro problema que tive com o filme foi com o título, pois assim como o Krash, não consigo chamar pelo título nacional. – Me vê aí dois ingressos para o Prince of Persia.  É involuntário, essa dislexia se deve  ao fato da gente já ter se acostumado com os jogos da franquia. Outro detalhe é que muitas vezes enquanto assistia, perguntava-me  se aquilo não era o Aladin em live-action.

O filme flui bem – tem um ritmo leve – não se leva muito a sério, característica que é bem válida em filmes de ação e fantasia como este.  O que a indústria cinematográfica ainda não aprendeu é que, diferentemente dos jogos, no cinema precisamos de um pretexto para encaixar uma cena de ação, não podendo simplesmente jogá-la na tela sem motivo algum. No roteiro temos várias lacunas que fazem com que se  perca um pouco do meio pro fim. A trilha  envolve, apesar de não ser marcante,  e a edição de som te assusta, no grito.

As peripércias de Dastan (Jake Gyllenhaal) como solução de quebra-cabeças, luta corpo-a-corpo e a movimentação fluída com fortes traços de le parkour são bem transpostas da mídia digital para a tela grande. Os efeitos visuais são competentes, bem realizados principalmente nas cenas onde a misteriosa adaga é acionada e vemos a funcionalidade das areias do tempo.

Esse é o genuíno blockbuster hollywoodiano com os velhos clichês, o farto orçamento, lotado de efeitos visuais, com direito a herói e mocinha que vão se conhecendo e se apaixonando aos poucos e, claro, vilões caricatos. Apesar de todos esses detalhes, Prince Of Persia funciona como uma divertida aventura.

Típico filme de produtor, Jerry Bruckheimmer não carimba o seu nome só nos créditos de Prince of Persia. O filme tem um formato parecido com Piratas do Caribe e tem toda a pinta do produtor. Seja nos contrapontos com a comédia, nas cenas de batalha ou no show pirotécnico de efeitos visuais. Buckheimmer mostra mais uma vez o porquê de ser tão popular, a ponto de chamar espectadores por ter seu nome estampado no poster.

Essa frase é pertinente para mim. O grande vilão das produções cinematográficas modernas se chama Internet. Através dela você fatalmente cria grande expectativa e quando chega o dia geralmente chega a decepção. Prince of Persia que seria a salvação das adaptações dos games para a tela grande, peca por termos acreditado no seu potencial e, no fim das contas, ele é apenas um filme… divertido.

O Cena do Crime recomenda assistir para fugir momentaneamente do tédio, ou não.

6 Responses to Resenha: Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo

  1. Felipe Preus disse:

    puxa, cara, o filme é divertido mesmo. num é um pdc #1 não mas é bem agradável. e o efeito das areias é bonito pracaramba.

  2. Krash disse:

    Gemma Arterton ♥

  3. Lorena disse:

    Como eu não criei expectativas, achei o filme muito bom, apesar de ter o final previsível.

  4. Carol disse:

    Eu tbm n criei e acabei gostando muito…

  5. Pingback: Download Filme

  6. jeniifer disse:

    isso ñ e a resenha q eu esperava afg

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