A origem

Eis que o novo filme de Christopher Nolan chegou às terras brasilianas. Depois do mega-evento “Batman, the Dark Knight“, a empreitada seguinte do diretor que trouxe de volta a dignidade do cruzado encapuzado é um filme de ficção científica com um tema já visitado muitas vezes em quadrinhos e literatura: o mundo dos sonhos.

Inception, EUA , 2010 – 148 min. Ficção Científica/Ação. Livre.

Direção: Christopher Nolan

Com: Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Cillian Murphy, Marion Cotillard

A Origem conta a história de Cobb (Leonardo DiCaprio) uma espécie de espião industrial que rouba segredos de grandes empresários invadindo seus subconscientes por meio dos seus sonhos, quando suas defesas estão baixas. Cobb é auxiliado por Arthur (Joseph Gordon Levitt) e outros membros da sua quadrilha. Mas tudo muda quando eles tentam invadir o subconsciente de Saito (Ken Watanabe) e esse oferece um novo trabalho. Muito mais complexo e perigoso de ser feito: em vez de uma extração de informação, eles terão que fazer uma inserção, um implante na mente de Robert Fischer (Cillian Murphy), filho e sucessor do mega-empresário da industria de energia Maurice Fischer (Pete Postlethwaite). Assim, Cobb recruta novos membros para sua quadrilha, a arquiteta de realidades Ariadne (Ellen Page), o falsário Earmes (Tom Hardy) e o químico ilegal Yusuf (Dileep Rao)

Nolan visita o mundo dos sonhos de maneira diferente de muitos cineastas. Em vez de mostrar um mundo onírico, cheio de fantasia e seres mirabolantes, o sonho é um reflexo do nosso mundo real, um lugar mais realista – mesmo que sonho – para onde a maioria das pessoas vai. Mas mesmo nesse mundo-espelho a física (ou a realidade desse mundo?) obedece a quem está sonhando. E é aí que o filme fica bem interessante.

O conceito de alucinações hipogênicas, aquela sensação que todos temos quando estamos quase dormindo e acordamos de repente, assustados, como se estivéssemos caindo, é usada no filme de forma brilhante e, por que não, é o grande mote de toda a história: a gravidade.

É por meio de uma queda que o grupo pode acordar da realidade-sonhar e voltar ao nosso mundo. E é esse artifício que gera as melhores sequências do filme, quando eles, em determinada parte da trama, estão em queda livre, causando uma completa falta de gravidade em uma das camadas do sonho que eles visitam. Mas a importância da gravidade na história fica mais evidente na trama que cerca o personagem principal, Cobb.

Cobb sofre pela morte de sua mulher, Mal (Marion Cotillard) e essa perda, somada ao forçado afastamento de seus dois filhos invade o inconsciente de Cobb e se espalha, como vírus, pela realidade-onírica-compartilhada que a quadrilha de Cobb usa para causar a inserção na mente de Robert Fischer. É como se Cobb não quisesse deixar sua esposa ir de uma vez por todas (cair?) e isso acaba afetando a missão de maneiras inimagináveis. Ainda mais quando eles vão entrando em camadas mais profundas do sonho.

E é a gravidade que, mesmo no finalzinho do filme, que planta a principal dúvida do filme: o que é realidade e o que é sonho. A angustia que Nolan coloca em todos nós quando esperamos que a gravidade funcione talvez seja um dos finais mais bacanas dos últimos anos.

Sobre Silvio César
Publicitário e estudioso dos rumos da comunicação no mundo.

4 Responses to A origem

  1. Marcelo disse:

    Estou querendo muito assistir esse aí

  2. Carol disse:

    Amei o filme, fazia tempo que eu não curtia tanto um filme do gênero!!! Simplesmente demais!!!
    É claro que houveram coisas que eu fiquei meio na dúvida, mas isso não tirou a graça do filme!
    Assitam, right now!

  3. JULIANA BRAGA disse:

    O trabalho deles é dormir. Meu sonho! ãh ãh..FROM MY TWITTER.=D

  4. Lorena disse:

    Gostei bastante, vale a pena assistir.

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