Resenha: Capitão América: A Escolha

O Capitão América é um personagem interessante. Steve Rogers, um rapaz franzinho, ilustrador comercial, que desejava ajudar os Estados Unidos na crescente campanha americana na Segunda Guerra Mundial, foi escolhido para servir de cobaia em um experimento que pretendia desenvolver super-soldados americanos. Devido a uma série de fatores, Steve Rogers foi o único que conseguiu se tornar um super-soldado e teve participação atuante no conflito. Congelado devido a um acidente que aparentemente custou a vida de seu companheiro de combate, Buck Barnes, quase no final da guerra, foi encontrado a deriva no oceano e  revivido a em plenos anos 60. Ele representa, acima de qualquer tentativa canhesta de enquadrá-lo como modelo do imperialismo americano – embora a sua contraparte na série Os Supremos esteja mais próxima dessa definição – o Capitão América representa a vontade de um povo. Ele é o símbolo daquilo que os Estados Unidos poderia ser. Ele acredita em ideais como liberdade, justiça e direitos humanos. Acredita piamente nisso. E é justamente por isso que ele é um personagem tão fascinante. Ele representa o contrasenso em pessoa. O maior inimigo do Capitão América são os Estados Unidos. Leia mais deste post

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Resenha: Loveless, terra sem lei

Quando os italianos quiseram dar sua versão para uma instituição americana eles criaram um estilo que, até então, era uma exclusividade dos EUA. O Western era o gênero definitivo americano, como, em analogia, os filmes que exploravam a temática nordestina no Brasil – ou estética de pobre, sendo um pouco mais ácido. A visão italiana, diferente do  original, era mais suja, mais podre, mais cruel que o original. Sai John Wayne e entra Clint Eastwood. O mocinho tinha um caráter duvidoso agora. Era mal. Era sujo. Essa visão revolucionária influenciou milhares de cineastas americanos que seguiram mais ou menos essa estética – por que não dizer que até mesmo George Lucas trouxe um pouco disso para Star Wars, não é mesmo? Nos quadrinhos a estética italiana não passou despercebida. Em 2005, o selo Vertigo, da DC Comics, publicava a série Loveless, de Brian Azzarello e Marcelo Frusin. Balas e entrigas mais uma vez de volta às HQs.